Polícia Civil indicia 268 suspeitos por fraudes digitais em SP em 2026; veja os golpes mais comuns

Bandidos têm acesso a dados pessoais das vítimas para aplicar golpes Beatriz Jarins/TV TEM Os golpes financeiros seguem se multiplicando em São Paulo e fazen...

Polícia Civil indicia 268 suspeitos por fraudes digitais em SP em 2026; veja os golpes mais comuns
Polícia Civil indicia 268 suspeitos por fraudes digitais em SP em 2026; veja os golpes mais comuns (Foto: Reprodução)

Bandidos têm acesso a dados pessoais das vítimas para aplicar golpes Beatriz Jarins/TV TEM Os golpes financeiros seguem se multiplicando em São Paulo e fazendo vítimas de diferentes perfis, muitas delas enganadas por criminosos que usam dados pessoais, aplicativos bancários e ligações falsas para roubar dinheiro. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgou uma lista com os principais golpes da atualidade e orientações de como evitá-los. (veja mais abaixo) Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram que, apenas nos 7 primeiros meses de 2026, a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER), do Deic, realizou 73 operações policiais, cumpriu 254 mandados e indiciou 268 suspeitos por fraudes digitais. A unidade também apreendeu 164 celulares e esclareceu 44 casos por meio do Centro de Inteligência Cibernético. A Polícia Civil afirma que acompanha diferentes modalidades de estelionato e orienta a população a não fornecer senhas, códigos de segurança ou dados bancários, além de desconfiar de contatos que solicitem transferências ou pagamentos. Agora no g1 Saiba como se proteger dos golpes mais comuns da atualidade A Febraban listou os principais golpes financeiros aplicados e dicas de como evitá-los. Confira abaixo: ☎️ Golpe da falsa central telefônica/falso funcionário O que é: o fraudador entra em contato com a vítima se passando por funcionário do banco ou empresa com a qual o cliente tem um relacionamento ativo. O criminoso informa que há irregularidades na conta ou que os dados cadastrados estão incorretos. A partir daí, solicita os dados pessoais e financeiros da vítima e orienta que realize transferências, alegando a necessidade de regularizar problemas na conta ou no cartão. Como evitar: o cliente deve sempre verificar a origem das ligações e mensagens recebidas contendo solicitações de dados. Os bancos podem entrar em contato com os clientes para confirmar transações suspeitas, mas nunca solicitam dados pessoais, senhas, atualizações de sistemas, chaves de segurança, ou ainda que o cliente realize transferências ou pagamentos alegando estornos de transações. Ao receber uma ligação suspeita, o cliente deve desligar, e, de outro telefone, deve entrar em contato com os canais oficiais de seu banco. 💰 Golpe do falso empréstimo consignado O que é: o fraudador se passa por um funcionário de instituição financeira, liga para a vítima e oferece empréstimos com condições vantajosas ou ainda uma portabilidade. Para que garanta a oferta, pede ao consumidor que faça um depósito bancário referente a taxas de cadastro ou pede antecipação de alguma parcela para que possa liberar o dinheiro. Também solicita dados pessoais e financeiros do cliente. Como evitar: a Febraban alerta que não existe nenhum empréstimo em que a pessoa precise fazer qualquer tipo de pagamento antecipado, seja de IOF, taxas falsas de cadastros ou antecipação de parcela. Desconfie de promessas de vantagens exageradas. E jamais deposite dinheiro na conta de quem quer que seja com a finalidade de garantir o negócio. 🏧 Golpe da ajuda em ATMs O que é: neste golpe, o cliente está fazendo uma transação financeira em um ATM (terminal de autoatendimento) e o bandido oferece ajuda. O objetivo é visualizar a senha e depois trocar o cartão verdadeiro por outro, quando a vítima não estiver prestando atenção. Como evitar: se precisar de ajuda ou tiver qualquer problema com o caixa eletrônico durante o expediente bancário, o cliente sempre deve procurar um funcionário identificado do banco e nunca aceitar ajuda de terceiros. 🎁 Golpe do falso presente de aniversário/falso brinde O que é: de posse dos dados pessoais e datas de aniversários, criminosos entram em contato com a vítima e dizem que têm um brinde para entregar ou um presente de aniversário, insistindo para que a pessoa receba o presente pessoalmente. Os criminosos entregam algo para a vítima, geralmente flores, cosméticos ou chocolate, e nesse momento, pedem o pagamento de taxa de entrega, que só pode ser paga com cartão. O entregador/golpista geralmente usa uma maquininha com o visor danificado, que impossibilita a visualização do valor digitado na tela. Outra forma é o criminoso usar algum artifício para desviar a atenção da vítima, para que ela digite a senha no campo destinado ao valor da compra, possibilitando a visualização e uso. Como evitar: nunca aceite presentes e brindes inesperados, sem saber quem realmente mandou. Não forneça dados pessoais em links enviados pela internet de supostas promoções e tenha muito cuidado ao preencher cadastros na internet. Não aceite realizar pagamentos se o visor da maquininha estiver danificado, impedindo que você veja o valor real que está pagando. Jamais aceite tirar fotos ou selfies para receber brindes ou em qualquer outro pedido de desconhecidos. 🛒 Golpe de vendas falsas O que é: criminosos criam páginas falsas que simulam e-commerce, enviam promoções inexistentes por e-mails, SMS e mensagens de WhatsApp e investem na criação de perfis falsos de lojas em redes sociais. Como evitar: sempre fique muito atento. O produto tem um preço médio no comércio de R$ 1.000,00, mas alguém está anunciando o mesmo item por R$ 300,00? Há fotos e vídeos de antes e depois de produtos com resultados mirabolantes? A loja oferece poucas opções de pagamento? O e-commerce é recém-criado em rede social? Pare, pense e desconfie. Pode ser golpe. Tome muito cuidado com links recebidos em e-mails e mensagens e dê preferência aos sites conhecidos para as compras. 📱 Golpe do WhatsApp O que é: o golpista descobre o número do celular e o nome da vítima de quem pretende clonar a conta de WhatsApp. Com essas informações, tenta cadastrar o WhatsApp da vítima em seu aparelho. Para concluir a operação, é preciso inserir o código de segurança que o aplicativo envia por SMS sempre que é instalado em um novo dispositivo. Os fraudadores enviam uma mensagem pelo WhatsApp fingindo ser do Serviço de Atendimento ao Cliente de site de vendas ou de empresa que a vítima tem cadastro. Eles solicitam o código de segurança, afirmando se tratar de uma atualização/protocolo, manutenção ou confirmação de cadastro. Como evitar: uma medida simples para evitar que o WhatsApp seja clonado é habilitar, no aplicativo, a opção “Verificação em duas etapas”. Desta forma, é possível cadastrar uma senha que será solicitada periodicamente pelo app. Essa senha não deve ser enviada para outras pessoas ou digitadas em links recebidos. 📄 Golpe do falso boleto O que é: criminosos adulteram boletos bancários ou enviam documentos falsos em nome de empresas e prestadores de serviço. Ao realizar o pagamento, a vítima acredita estar quitando uma conta legítima, mas o dinheiro é transferido para a conta dos golpistas. Como evitar: antes de pagar, confira os dados do beneficiário exibidos pelo banco ou aplicativo e verifique se correspondem à empresa que deveria receber o valor. Desconfie de boletos enviados por mensagens ou e-mails não solicitados. Sempre que possível, utilize o DDA (Débito Direto Autorizado), que apresenta os boletos diretamente no ambiente bancário, reduzindo o risco de fraude. 🏍️ Golpe do falso motoboy O que é: o golpe começa com uma ligação ao cliente, de uma pessoa que se passa por funcionário de banco, e diz que o cartão foi clonado, informando que é preciso bloqueá-lo. Para isso, o golpista, orienta cortar o cartão ao meio e pedir um novo pelo atendimento eletrônico. O falso funcionário pede que a senha seja digitada no telefone, e fala que, por segurança, um motoboy irá buscar o cartão para perícia. O que o cliente não sabe é que, com o cartão cortado ao meio, o chip permanece intacto, e é possível realizar diversas transações financeiras. Como evitar: fique atento! Nenhum banco pede o cartão de volta ou envia qualquer pessoa ou portador para retirar o cartão na casa de clientes. 💳 Golpe da troca de cartão Como é: golpistas que se passam de vendedores prestam atenção quando você digita sua senha na máquina de compra e depois trocam o cartão na hora de devolvê-lo. Com seu cartão e senha, fazem compras usando o seu dinheiro. Como evitar: fique sempre atento na hora das compras. Confira se é mesmo o seu nome impresso no cartão devolvido e, se possível, passe você mesmo o cartão na maquininha em vez de entregá-lo para outra pessoa. 🚨 Golpe do falso sequestro Como é: criminosos entram em contato com a vítima por telefone. Do outro lado da linha, uma pessoa simula uma voz de choro, chama a vítima de pai ou mãe e diz que foi sequestrado. A própria pessoa acaba dando informações que ajudam o bandido a completar o golpe. A partir daí, entra na ligação um criminoso anunciando o sequestro e exigindo um resgate imediato para que liberte o falso sequestrado. Como evitar: sempre desconfie deste tipo de ligação, porque a chance de ser um golpe é muito grande. Tenha calma e não tome atitudes precipitadas. Nunca fale o nome da pessoa que poderia ter sido sequestrada. Se possível, peça a alguém que está com você para ligar de um outro telefone para o familiar. O ideal é deixar combinado com família e amigos uma senha ou uma palavra-chave para situações reais de perigo. ⚖️ Golpe do falso advogado O que é: criminosos utilizam informações públicas de processos judiciais para se passar por advogados ou representantes de escritórios de advocacia. Eles entram em contato com as vítimas informando sobre uma suposta liberação de valores na Justiça e pedem pagamentos antecipados, geralmente por Pix, para custear taxas, impostos ou despesas processuais. Como evitar: desconfie de mensagens enviadas por números desconhecidos que solicitem pagamentos urgentes relacionados a processos judiciais. A Justiça não exige depósitos antecipados para liberar indenizações ou valores. Em caso de dúvida, entre em contato diretamente com seu advogado pelos canais habituais e nunca compartilhe informações pessoais ou financeiras por mensagens. 🎣 Phishing (pescaria digital) O que é: o phishing, ou pescaria digital, é uma fraude eletrônica que visa obter dados pessoais do usuário. A forma mais comum de um ataque de phishing é por mensagens e e-mails falsos que induzem o usuário a clicar em links suspeitos. Também existem páginas falsas na internet que induzem a pessoa a revelar dados pessoais. Como evitar: nunca clique em links recebidos por mensagens. Mantenha seu sistema operacional e antivírus sempre atualizados. Na dúvida, fale com seu banco. O que fazer se cair em um golpe Segundo a Febraban, a primeira medida é comunicar imediatamente o banco para solicitar bloqueios de segurança e tentar impedir novas movimentações. Também é importante registrar um boletim de ocorrência e reunir documentos, comprovantes, conversas e registros que possam auxiliar nas investigações. Quem suspeita que seus dados tenham sido utilizados indevidamente pode consultar gratuitamente o sistema Registrato, do Banco Central, para verificar empréstimos, contas bancárias, chaves Pix e outras informações vinculadas ao CPF. BC Protege+: ferramenta gratuita ajuda a evitar fraudes em seu nome Além dos cuidados para evitar golpes, o Banco Central oferece uma ferramenta que pode ajudar a impedir a abertura de contas bancárias fraudulentas em nome de terceiros. O BC Protege+ é um serviço gratuito disponível na área logada do "Meu BC". Por meio dele, o cidadão pode informar ao Banco Central que não deseja abrir novas contas bancárias naquele momento nem ser incluído como titular ou representante em contas de outras pessoas ou empresas. Antes de abrir uma conta, bancos e instituições financeiras são obrigados a consultar a plataforma. Se a proteção estiver ativada, a abertura da conta ou a inclusão do nome do usuário em novos vínculos financeiros não pode ser realizada até que ele desative o bloqueio. Segundo o Banco Central, a ferramenta foi criada para evitar a abertura de contas fraudulentas e dificultar que criminosos utilizem dados de terceiros para contratar produtos financeiros de forma indevida. O serviço está disponível para pessoas físicas e jurídicas e pode ser ativado ou desativado a qualquer momento. Para acessar o sistema, é necessário ter uma conta Gov.br nos níveis Prata ou Ouro, com a verificação em duas etapas habilitada. Investimentos em segurança e combate às fraudes A Febraban afirma que os bancos associados investiram quase R$ 50 bilhões em tecnologia e segurança da informação em 2025. Desse total, cerca de 10% foram destinados especificamente à prevenção de fraudes e proteção dos clientes. Segundo a entidade, as instituições utilizam recursos como autenticação biométrica, tokenização, inteligência artificial e monitoramento contínuo para identificar movimentações suspeitas. Os bancos também mantêm parcerias com as forças policiais. Uma delas é o Projeto Tentáculos, criado para reunir informações sobre fraudes eletrônicas e auxiliar na identificação de grupos criminosos. A federação destaca ainda a participação na ferramenta Celular Seguro, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que permite o bloqueio rápido de aparelhos em casos de roubo, furto ou perda. Crimes podem levar a até 8 anos de prisão Em vigor desde 2021, a Lei 14.155 aumentou as penas para crimes cometidos por meios eletrônicos. A legislação prevê punições mais severas para fraudes realizadas por redes sociais, aplicativos de mensagens, telefonemas e e-mails fraudulentos. Dependendo da situação, a pena pode chegar a 8 anos de prisão, além de multa. O tempo de condenação pode aumentar quando a vítima é idosa ou considerada vulnerável.

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