Secretaria recomenda vacina contra o sarampo em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo até para quem já foi imunizado
Vacina do sarampo na cidade de São Paulo. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) recomendou nesta sexta-feira ...
Vacina do sarampo na cidade de São Paulo. Marcelo Camargo/Agência Brasil A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) recomendou nesta sexta-feira (31) que todos os moradores com idade entre 6 meses e 59 anos das cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo sejam vacinados contra o sarampo. A orientação vale mesmo para quem já recebeu o imunizante anteriormente. Segundo a pasta, a medida segue uma recomendação do Ministério da Saúde e busca conter o avanço da doença. Até o momento, 15 casos foram confirmados no estado (leia mais abaixo). Nos outros 642 municípios paulistas, será realizada uma campanha de multivacinação voltada a crianças e adolescentes de até 15 anos. “A estratégia foi definida após a identificação de casos da doença, que indicam uma cadeia de transmissão relacionada à importação do vírus nessas localidades”, disse o governo federal em comunicado distribuído nesta terça-feira (28). As vacinas contra o sarampo e a poliomielite estarão disponíveis em todos os postos de saúde do estado a partir da próxima segunda-feira (3), quando a gestão estadual inicia uma campanha de multivacinação. Em 2026, o Brasil já confirmou 18 casos de sarampo. Quinze desses casos estão em acompanhamento no estado de São Paulo: um em Guarulhos, dois em São Bernardo do Campo e 12 no município de São Paulo. “Os casos foram identificados em uma região de intensa mobilidade populacional e elevado fluxo internacional de viajantes, cenário que favorece a introdução esporádica do vírus”, afirmou a pasta. Vacinação contra o sarampo é reforçada em São Paulo Campanha estadual O governo de São Paulo inicia na próxima segunda-feira (3) uma campanha de multivacinação que reforça a proteção contra a poliomielite e amplia a vacinação contra o sarampo após a confirmação do 15º caso da doença no estado. A campanha é voltada à atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes e prevê, no caso da poliomielite, a adoção do segundo reforço da vacina inativada (VIP) no calendário de rotina. Também será realizada, de forma temporária, a atualização do esquema vacinal de crianças de até 6 anos, 11 meses e 29 dias que estejam com doses em atraso. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), a medida busca ampliar a proteção contra a poliomielite e resgatar crianças que não completaram o esquema vacinal. O Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) recebeu 150 mil doses da vacina em julho e já liberou 187.350 doses para distribuição aos municípios. A meta é atingir 95% de cobertura vacinal. Com a atualização, o calendário contra a poliomielite passa a ser composto por três doses da vacina inativada (VIP), aplicadas aos 2, 4 e 6 meses de idade, além de dois reforços: aos 15 meses e aos 4 anos. Todo o esquema será realizado exclusivamente com a VIP. A campanha também amplia a proteção contra o sarampo. A vacina tríplice viral, que protege ainda contra caxumba e rubéola, será oferecida para toda a população de 6 meses a 59 anos, independentemente da situação vacinal, na capital paulista, em Guarulhos e em São Bernardo do Campo. Pessoa com sarampo Adobe Stock Os índices de cobertura da tríplice viral permanecem abaixo da meta do Ministério da Saúde. Neste ano, a primeira dose alcançou 77,5% de cobertura e a segunda, 65,5%. A meta é de 95% para ambas. Em 2025, os percentuais eram de 94% e 84,4%, respectivamente. Além das vacinas contra poliomielite e sarampo, estarão disponíveis durante a campanha todos os imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação, incluindo BCG, hepatite B, pentavalente, rotavírus, pneumocócica conjugada, meningocócicas C e ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, varicela, DTP, hepatite A e HPV. "A campanha reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. Neste momento, ampliar a cobertura da vacina contra o sarampo é fundamental para interromper a circulação do vírus e proteger a população", afirmou Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP). A Secretaria de Estado da Saúde também disponibiliza o portal Vacina 100 Dúvidas, que reúne respostas às perguntas mais frequentes sobre vacinação, com informações sobre eficácia dos imunizantes, possíveis efeitos adversos, doenças imunopreveníveis e os riscos da não vacinação. 15º caso de sarampo no estado Ministério da Saúde diz que o estado de São Paulo vive surto ativo de sarampo O estado de São Paulo confirmou o 15º caso de sarampo em 2026. A paciente é uma menina entre 1 e 2 anos, moradora de Guarulhos, na região metropolitana, que não possui histórico de vacinação contra a doença. Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, este é o primeiro caso registrado em Guarulhos desde 2020. Com a confirmação, o estado contabiliza 15 infecções neste ano: 12 na capital paulista, duas em São Bernardo do Campo e uma em Guarulhos. Diante do cenário, o Ministério da Saúde recomendou que os municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo ampliem a oferta da vacina contra o sarampo para toda a população de 6 meses a 59 anos, independentemente da situação vacinal, como estratégia para interromper a circulação do vírus e evitar a reintrodução da doença no país. A medida será colocada em prática durante a Campanha de Multivacinação promovida pela Secretaria Estadual da Saúde, que começa na próxima segunda-feira (3). Além da tríplice viral — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — estarão disponíveis todas as vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação para crianças e adolescentes. Segundo a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, o reforço da vacinação é essencial para conter o avanço da doença. "A campanha reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças e adolescentes. Neste momento, ampliar a cobertura da vacina contra o sarampo é fundamental para interromper a circulação do vírus e proteger a população", afirma. Cobertura vacinal está abaixo da meta Neste ano, a cobertura da primeira dose da tríplice viral no estado é de 77,5%, enquanto a segunda dose alcança 65,5%. A meta do Ministério da Saúde é de 95% para ambas. Em 2025, os índices eram superiores: 94% para a primeira dose e 84,4% para a segunda. Onde estão os casos Casos de sarampo na região metropolitana de SP em 2026 Ministério Estadual da Saúde Dos 15 casos confirmados em São Paulo neste ano, 12 ocorreram na capital. Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, dois deles foram importados — um de uma pessoa que esteve na Bolívia e outro de um viajante que retornou da Guatemala. Os demais foram transmitidos dentro da cidade. A maior concentração está na Zona Norte, com seis casos na Vila Medeiros e dois na Vila Maria. Outros dois registros ocorreram na Zona Sul, nos bairros Capão Redondo e Jabaquara. Em São Bernardo do Campo, os dois pacientes foram infectados após contato com casos da capital, explica Tatiana Lang. "As pessoas que pegaram o vírus do sarampo e residem no município de São Bernardo pegaram aqui no município de São Paulo porque são contatos de um dos casos aqui do município. Então, normalmente a gente fala o município, mas isso diz respeito ao local onde aquela pessoa reside. Isso não quer dizer que ela pegou o vírus ali dentro do próprio município", afirmou, em entrevista ao SP1. O grupo de infectados é formado por bebês de até 2 anos e adultos entre 20 e 50 anos. São Paulo é o único estado com surto ativo De acordo com o Ministério da Saúde, São Paulo é atualmente o único estado brasileiro com casos confirmados de sarampo, situação que caracteriza um surto ativo. Segundo a pasta, esse cenário ocorre quando há casos interligados que formam uma cadeia de transmissão do vírus em uma ou mais regiões. A diretora do CVE afirma que ainda não foi possível identificar a origem da cadeia de transmissão dos casos registrados no estado. "Estamos considerando esses casos como relacionados à importação por conta do sequenciamento do tipo viral identificado. Até o momento, nós não sabemos qual foi a fonte inicial. Precisamos passar algumas semanas sem confirmação de novos casos para dizer que conseguimos interromper todas essas cadeias de transmissão", explicou. O Brasil recebeu pela primeira vez, em 2016, o certificado de eliminação do sarampo concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), após permanecer um ano sem circulação sustentada do vírus. O país perdeu esse reconhecimento em 2019, quando registrou cerca de 18 mil casos da doença, e recuperou o certificado em 2024. O aumento de casos em São Paulo, no entanto, volta a acender o alerta das autoridades de saúde para a importância da vacinação. Casos de sarampo na capital paulista em 2026 Ministério Municipal da Saúde